A Mente humana
Por: Pedro Capingano
Antes de qualquer outras considerações, vamos por começar a descortinar " definir " o que é a mente.
Etimologicamente, o termo vem do latim " mèntem ", que tem o significado de:
pensar, conhecer, entender, e significa também medir, visto que alguém que pensa esta a fazer o exercício de medir, ponderar as ideias.
Os gregos utilizavam o termo nous para indicar a mente, a razão, o pensamento, a intuição.
Assim sendo, Mente é o estado da consciência ou subconsciência que possibilita a expressão da natureza humana.
Mente é um conceito bastante utilizado para descrever as funções superiores do cérebro humano relacionadas a cognição e comportamento ( Via activa, afectiva e cognitiva ). Particularmente aquelas funções as quais fazem os seres humanos conscientes, tais como a interpretação, os desejos, o temperamento, a imaginação, a linguagem, os sentidos, embora estejam vinculadas as qualidades mais inconsciente como o pensamento, a razão, a memória, a intuição, a inteligência, o arquétipo, o sonho, o sentimento, id, ego e superego.
Por isso, o termo também descreve a personalidade e costuma designar capacidades humanas.
Sigmund Freud ao desenvolver a teoria psicanalitica no fim do século XIX, início do século XX relacionou-a a prática psicoterapêutica. É uma teoria que procura descrever a etiologia dos transtornos mentais, o desenvolvimento do homem e de sua personalidade, além de explicar a motivação humana. Com base nesse corpo teórico Freud desenvolveu um tipo de psicoterapia. Ao conjunto formado pela teoria, a prática psicoterapêutica nela baseada e os métodos utilizados atribuiu-se o nome de psicanálise.
Em sua teoria " Psicanálise ", Freud descreve três níveis de consciência:
O consciente, que abarca todos os fenômenos que em determinado momento podem ser percebidos de maneira conscientes pelo indivíduo;
O pré-consciente refere-se aos fenômenos que não estão conscientes em determinado momento, mas podem tornar-se, se o indivíduo desejar se ocupar com eles;
O inconsciente que diz respeito aos fenômenos e conteúdos que não são conscientes e somente sob circunstâncias muito especiais podem tornar-se. (O termo subconsciente é muitas vezes usado como sinônimo, apesar de ter sido abandonado pelo próprio Freud.)
Freud não foi o primeiro a propor que parte da vida psíquica se desenvolve inconscientemente. Ele foi, no entanto, o primeiro a pesquisar profundamente esse território. Segundo ele, os desejos e pensamentos humanos produzem muitas vezes conteúdos que causariam medo ao indivíduo, se não fossem armazenados no inconsciente. Este tem assim uma função importantíssima de estabilização da vida consciente.
Sua investigação levou-o a propor que o inconsciente é alógico (e por isso aberto a contradições); atemporal e aespacial. Ou seja, Os sonhos são vistos como expressão simbólica dos conteúdos inconscientes ( o ser humano deseja tudo e mais alguma coisa ).
Através da compreensão do conceito de inconsciente torna-se clara a compreensão da motivação na psicanálise clássica, muitos desejos, sentimentos e motivos são inconscientes, por serem muito dolorosos para se tornarem conscientes ( realidade ).
No entanto esse conteúdo inconsciente influencia a experiência consciente da pessoa, por exemplo, através de actos falhos, comportamentos aparentemente irracionais, emoções inexplicáveis, medo, depressão, sentimento de culpa. Assim, os sentimentos, sonhos, desejos e motivos inconscientes influenciam e guiam o comportamento consciente.
Freud desenvolveu mais tarde, para melhor compreensão o modelo estrutural da personalidade, em que o aparelho psíquico se organiza em três estruturas:
O id é a fonte da energia psíquica (libido). O id é formado pelas pulsões - instintos, impulsos orgânicos e desejos inconscientes. Ele funciona segundo o princípio do prazer ou seja, busca sempre o que produz prazer e evita o que é aversivo, e somente segundo ele. Não faz planos, não espera, busca uma solução imediata para as tensões, não aceita frustrações e não conhece inibição. Ele não tem contacto com a realidade é uma satisfação na fantasiada. O id desconhece juízo, lógica, valores, ética ou moral, sendo exigente, impulsivo, cego, irracional, anti-social e dirigido ao prazer. O id é completamente inconsciente.
O ego desenvolve-se a partir do id com o objectivo de permitir que seus impulsos sejam eficientes, ou seja, levando em conta o mundo externo. Ou seja, é o chamado princípio da realidade. É esse princípio que introduz a razão, o planeamento do comportamento humano, a satisfação das pulsões é retardada até o momento em que a realidade permita satisfazê-las com um máximo de prazer e um mínimo de consequências negativas. A principal função do ego é buscar uma harmonização inicialmente entre os desejos do id e a realidade e, posteriormente, entre esses e as exigências do superego.
Por fim, temos o Superego que é a parte moral da mente humana e representa os valores da sociedade ( é o guardião, o polícia ) O superego tem três objetivos:
inibir " através de punição ou sentimento de culpa " qualquer impulso contrário às regras e ideais por ele ditados.
forçar o ego a se comportar de maneira moral " mesmo que irracional " e;
conduzir o indivíduo à perfeição, em gestos, pensamentos e palavras.
O superego forma-se após o ego, durante o esforço da criança de introjectar os valores recebidos dos pais e da sociedade a fim de receber amor e afeição. Ele pode funcionar de uma maneira bastante primitiva, punindo o indivíduo não apenas por acções praticadas, mas também por pensamentos; outra característica sua é o pensamento dualista " tudo ou nada; certo ou errado, sem meio-termo"
O superego divide-se em dois subsistemas: o ego ideal, que dita o bem ser procurado, e a consciência, que determina o mal a ser evitado.
E, citando IVAN IZQUIERDO, do Centro de Memória do Instituto de Pesquisas Biomédicas da PUC-RS, Porto Alegre (RS), Brasil, dizia que, ao citar o pensador Italiano Roberto Bobbio " somos aquilo que lembramos " " e também somos o que decidimos esquecer " de acordo com os nossos hábitos e personalidade, podemos não escolher esquecer as ofensas e as agressões jamais, e nesse caso estaremos propensos á amargura, á paranóia ou ao ressentimento".
Eu tenho dito e é um adágio histórico e científico. Todos nós temos o livre árbitro, a nossa maturação depende fundamentalmente de dois elementos:
A hereditariedade "a carga genética" e,
O meio ambiente.
Podemos ser proveniente de uma carga genética bastante adversa mais, se encontrarmos um ambiente efectivo, sociável, humanizada a nossa mente poderá esquecer todas as situações desagrave lê, construirmos uma personalidade sã. Depende de nos a construção de nossa personalidade ou não.
E, também podemos decidir escolher não esquecer as ofensas e as agressões jamais, e a nossa mente estar propenso as amargura como será o nosso meio convevicional?
A mente humano tem muito a ser estudo.