quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A importância da interacção social


Por: Pedro Capingano

É sabido que o conceito de Interacção engloba diversos valores específicos para diferentes áreas do conhecimento.
Dai que, falar de interacção leva-nos para uma abrangência bastante profunda. É um campo vasto.

Apraz-me apenas falar da interacção Bio-Psico e Sociológica que os seres humanos em culto espaço de tempo estabelecem-se em viagem de negócio, trabalho, estudantil, turismo ou outros.

A interacção pressupõe ligação entre vários elementos ou variáveis. Esta intrinsecamente ligado a culturas e ao conhecimento.

Do ponto de vista sociológico ela é a influência entre a sociedade e o indivíduo na sua transversalidade.

Uns dos aspectos mais importante da interacção social é que ela provoca uma modificação de comportamento nos indivíduos envolvidos, como resultado do contacto e da comunicação que se estabelece entre eles. Desse modo, fica claro que o simples contacto físico não é suficiente para que haja interacção social. Por exemplo, se alguém estiver a viajar no mesmo avião, mais não estabelecem comunicação, não se está a estabelecer a interacção social.
Muito embora reconheça-se que, a presença de uma das pessoas tem influencia no comportamento de outrem.

Os contatos sociais e a interacção, constituem portanto, condições indispensáveis a associação humana. Os indivíduos se socializam através dos contactos e da interacção social.
A interacção social pode no entanto ocorrer entre:

Indivíduo / Indivíduo
Individuo / Grupo de indivíduos
Grupos / Grupos. Mais todos elementos envolvidos num determinado meio ambiente.
A interação assume formas diferentes.

A interacção leva-nos logicamente ao processo de aprendizagem e esta vinculada à história do homem, à sua construção e evolução enquanto ser social com capacidade de adaptação a novas situações.

Este pequeno texto surge precisamente para realçar, quanto tem sido fundamental esta minha passagem pela África do Sul. Mais precisamente na cidade de  Cape Town.
Desde sempre se ensinou e aprendeu, de forma mais ou menos elaborada, organizada e sistematizada. Mais, só pelo facto de estarmos num ambiente estudantil com elementos de diversas culturas, hábitos, valores totalmente diferentes e, fora do mesmo ambiente em plena cidade cruzarmos também com a mesma diversidade onde temos que exercitar outras línguas para comunicarmos-no podemos considerar sim e dizer que a aprendizagem tem sido considerada um processo de associação entre uma situação estimuladora e a resposta,  no ajustamento ou adaptação do indivíduo ao ambiente, conforme a mais elementar teoria funcionalista.

É um processo estimulante.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

A Mente humana



A Mente humana

Por: Pedro Capingano


Antes de qualquer outras considerações, vamos por começar a descortinar " definir " o que é a mente.

Etimologicamente, o termo vem do latim " mèntem ",  que tem o significado de:
 pensar, conhecer, entender, e significa também medir, visto que alguém que pensa esta a fazer o exercício de medir, ponderar as ideias.
Os gregos utilizavam o termo nous para indicar a mente, a razão, o pensamento, a intuição.

Assim sendo, Mente é o estado da consciência ou subconsciência que possibilita a expressão da natureza humana.
Mente é um conceito bastante utilizado para descrever as funções superiores do cérebro humano relacionadas a cognição e comportamento ( Via activa, afectiva e cognitiva ). Particularmente aquelas funções as quais fazem os seres humanos conscientes, tais como a interpretação, os desejos, o temperamento, a imaginação, a linguagem, os sentidos, embora estejam vinculadas as qualidades mais inconsciente como o pensamento, a razão, a memória, a intuição, a inteligência, o arquétipo, o sonho, o sentimento, id, ego e superego.
Por isso, o termo também descreve a personalidade e costuma designar capacidades humanas.

 Sigmund Freud ao desenvolver a teoria psicanalitica no fim do século XIX, início do século XX relacionou-a a prática psicoterapêutica. É uma teoria que procura descrever a etiologia dos transtornos mentais, o desenvolvimento do homem e de sua personalidade, além de explicar a motivação humana. Com base nesse corpo teórico Freud desenvolveu um tipo de psicoterapia. Ao conjunto formado pela teoria, a prática psicoterapêutica nela baseada e os métodos utilizados atribuiu-se o nome de psicanálise.

Em sua teoria " Psicanálise ", Freud descreve três níveis de consciência:

O consciente, que abarca todos os fenômenos que em determinado momento podem ser percebidos de maneira conscientes pelo indivíduo;
O pré-consciente refere-se aos fenômenos que não estão conscientes em determinado momento, mas podem tornar-se, se o indivíduo desejar se ocupar com eles;
O inconsciente  que diz respeito aos fenômenos e conteúdos que não são conscientes e somente sob circunstâncias muito especiais podem tornar-se. (O termo subconsciente é muitas vezes usado como sinônimo, apesar de ter sido abandonado pelo próprio Freud.)


Freud não foi o primeiro a propor que parte da vida psíquica se desenvolve inconscientemente. Ele foi, no entanto, o primeiro a pesquisar profundamente esse território. Segundo ele, os desejos e pensamentos humanos produzem muitas vezes conteúdos que causariam medo ao indivíduo, se não fossem armazenados no inconsciente. Este tem assim uma função importantíssima de estabilização da vida consciente.
 Sua investigação levou-o a propor que o inconsciente é alógico (e por isso aberto a contradições); atemporal e aespacial.  Ou seja, Os sonhos são vistos como expressão simbólica dos conteúdos inconscientes ( o ser humano deseja tudo e mais alguma coisa ).



Através da compreensão do conceito de inconsciente torna-se clara a compreensão da motivação na psicanálise clássica, muitos desejos, sentimentos e motivos são inconscientes, por serem muito dolorosos para se tornarem conscientes ( realidade ).

  No entanto esse conteúdo inconsciente influencia a experiência consciente da pessoa, por exemplo, através de actos falhos, comportamentos aparentemente irracionais, emoções inexplicáveis, medo, depressão, sentimento de culpa. Assim, os sentimentos, sonhos, desejos e motivos inconscientes influenciam e guiam o comportamento consciente.

Freud desenvolveu mais tarde, para melhor compreensão o modelo estrutural da personalidade, em que o aparelho psíquico se organiza em três estruturas:

O id é a fonte da energia psíquica (libido). O id é formado pelas pulsões - instintos, impulsos orgânicos e desejos inconscientes. Ele funciona segundo o princípio do prazer ou seja, busca sempre o que produz prazer e evita o que é aversivo, e somente segundo ele. Não faz planos, não espera, busca uma solução imediata para as tensões, não aceita frustrações e não conhece inibição. Ele não tem contacto com a realidade é uma satisfação na fantasiada. O id desconhece juízo, lógica, valores, ética ou moral, sendo exigente, impulsivo, cego, irracional, anti-social e dirigido ao prazer. O id é completamente inconsciente.
O ego desenvolve-se a partir do id com o objectivo de permitir que seus impulsos sejam eficientes, ou seja, levando em conta o mundo externo. Ou seja, é o chamado princípio da realidade. É esse princípio que introduz a razão, o planeamento do comportamento humano, a satisfação das pulsões é retardada até o momento em que a realidade permita satisfazê-las com um máximo de prazer e um mínimo de consequências negativas. A principal função do ego é buscar uma harmonização inicialmente entre os desejos do id e a realidade e, posteriormente, entre esses e as exigências do superego.
Por fim, temos o Superego  que é a parte moral da mente humana e representa os valores da sociedade ( é o guardião, o polícia ) O superego tem três objetivos:

inibir " através de punição ou sentimento de culpa " qualquer impulso contrário às regras e ideais por ele ditados.
forçar o ego a se comportar de maneira moral " mesmo que irracional " e;
conduzir o indivíduo à perfeição, em gestos, pensamentos e palavras.

O superego forma-se após o ego, durante o esforço da criança de introjectar os valores recebidos dos pais e da sociedade a fim de receber amor e afeição. Ele pode funcionar de uma maneira bastante primitiva, punindo o indivíduo não apenas por acções praticadas, mas também por pensamentos; outra característica sua é o pensamento dualista " tudo ou nada; certo ou errado, sem meio-termo"

O superego divide-se em dois subsistemas: o ego ideal, que dita o bem ser procurado, e a consciência, que determina o mal a ser evitado.

E, citando IVAN IZQUIERDO, do Centro de Memória do Instituto de Pesquisas Biomédicas da PUC-RS, Porto Alegre (RS), Brasil,  dizia que, ao citar o pensador Italiano Roberto Bobbio " somos aquilo que lembramos " " e também somos o que decidimos esquecer " de acordo com os nossos hábitos e personalidade, podemos não escolher esquecer as ofensas e as agressões jamais, e nesse caso estaremos propensos á amargura, á paranóia ou ao ressentimento".

Eu tenho dito e é um adágio histórico e científico. Todos nós temos o livre árbitro, a nossa maturação depende fundamentalmente de dois elementos:

A hereditariedade "a carga genética" e,
O meio ambiente.

Podemos ser proveniente de uma carga genética bastante adversa mais, se encontrarmos um ambiente efectivo, sociável, humanizada a nossa mente poderá esquecer todas as situações desagrave lê, construirmos uma personalidade sã. Depende de nos a construção de nossa personalidade ou não.

E, também podemos decidir escolher não esquecer as ofensas e as agressões jamais, e a nossa mente estar  propenso as amargura como será o nosso meio convevicional?

A mente humano tem muito a ser estudo.


 




domingo, 2 de novembro de 2014

Psicologia & Filosofia ( O que é Ser Psicólogo )


Por: Pedro Capingano 

Psicologia & Filosofia ( O que é Ser Psicólogo )

Apraz-me apresentar aqui um ensaio que considero não acabado e, provavelmente continuaremos a aborda-lo.

Na minha vida de docência, a pergunta de partida que eu faço sempre aos estudantes tem haver do porque escolherem a Psicologia como curso e seguir?

Porque entendo que, a psicologia se insere no campo específico do conhecimento e a coloca em uma condição privilegiada para o diálogo, seja com as demais ciências, com as humanidades ou mesmo com as artes. 

A psicologia ocupa um espaço privilegiado de interseção entre a humanidade e as ciências. Em processos complexos tipicamente humanos, a psicologia apresenta-se em sua singularidade lógica que é a condição de mover-se entre raciocínios. 

A Psicologia, particularmente tem um diálogo com a filosofia. Até porque, ela nasce desta ciência e da ética. Neste sentido, as relações entre psicologia e filosofia seguem os padrões das demais ciências, concentrando-se no exame de questões fronteiriças e controversas. 

Inicialmente o diálogo entre a Psicologia e Filosofia tinham como relação de amor e ódio. 
Na perspectiva dos primeiros psicólogos experimentais, a influência da filosofia era um mal a ser afastado por impedir os avanços conceptuais e operacionais da investigação científica.
 Na perspectiva dos filósofos, os psicólogos estavam à deriva, sem clareza de objecto e método. A generalização é problemática, pois os primeiros passos da psicologia experimental se devem a médicos que eram também filósofos. Por sua vez, filósofos preocuparam-se com alternativas de objecto e método para a psicologia, mas os frutos foram lentos e polêmicos. 

De qualquer modo, o desenvolvimento da psicologia experimental representou para a filosofia uma ameaça de esvaziamento. A psicologia chegava para ocupar o espaço dedicado ao estudo do sujeito cognoscitivo, um campo de descrição e reflexão filosófica por excelência, desde os primórdios do pensamento humano. 
 
Se entendermos que a filosofia é definido como o amor à sabedoria e todas outras valências que o engrandecem. até porque, a sabedoria é conhecimento em oposição à ignorância, ( de acordo com a teologia," o meu povo padece por falta de conhecimento"), a filosofia caracteriza-se pelo estudo do amplo e do universal, do belo e do transcendental, enquanto as ciências concentram-se no particular, ocupando-se de parcelas da realidade. 

A filosofia e as ciências, em conformidade com suas características, estão usualmente empenhadas em encontrar e explicar as causas e modos de expressões do real. 
Mas, a filosofia, em suas análises globais, permite a compreensão gradativa e articulada de temas complexos e controversos. 

E, para complementar o pensamento filosófico, a psicologia ocupou-se das duas faces da questão, procurando explicar tanto a capacidade de conhecer quanto a capacidade de apresentar comportamentos socialmente adequados dos humanos.

Qualquer comportamento humano é social e qualquer acto humano é moral.

Daí, teorizarmos que, as manifestações psicológicas processam-se por três vias:
Via Activa, Afectiva e Cognitiva. Estes estão intrinsecamente ligados aos princípios de vida, como manifestam-se as nossas emoções, hábitos, alegria, tristezas,  sensações, apetites, paixões, inteligência etc. 

Sem entrar em termos conceituais, pretendo ressaltar apenas de forma concisa que, para se estudar Psicologia vai muito além das teorias. É preciso sentir este fenômeno a embrenhar-nos na alma todos os dias, ié preciso saber conjugar a importância da Filosofia, Psicologia e Teologia. 
Porque ser Psicólogo representa fazer acontecer por meio das Palavras, do Olhar, das Expressões, até mesmo do Silêncio. Respeitar os outros como a ti mesmo (Conheça-te a ti  mesmo "Sócrates" ). Proteger a Intimidade das Pessoas. Promover auxílio a quem precisa, olhando de forma ético para saber ouvir sem julgar. Ser agradecido pelo privilégio de poder oferecer conforto e poder ajudar as pessoas a serem felizes. É servir o mundo de forma incondicional. Porque, um dos principais desafios desta profissão é explorar o que o ser humano tem de melhor, liberta-los da angústia, medo, desespero, raiva, patologias, para que possam comandar suas vidas da melhor forma possível. 
Também é, instalar uma mente filosófica, para que possam reconstruir o seu próprio ser.

O ser PSICÓLOGO é uma benção, é poder dar alguém a chave que pode abrir portas para a realização de seus mais sinceros e íntimos sonhos. 

Sugerimo-la a conjugar com a teoria teológica sobre a Fé. Que diz: 
A Fé e uma palavra que significa "confiança", "crença", "credibilidade". A fé é um sentimento de total de crença em algo ou alguém, ainda que não haja nenhum tipo de evidência que comprove a veracidade da proposição em causa.

Ter fé implica uma atitude contrária à dúvida e está intimamente ligada à confiança. Em algumas situações, como problemas emocionais ou físicos, ter fé significa ter esperança que algo vai mudar de forma positiva, para melhor.

De acordo com a etimologia, a palavra fé tem origem no Grego "pistia" que indica a noção de acreditar e no Latim "fides", que remete para uma atitude de fidelidade.

Este texto surge na necessidade, de uma reflexão no sentido de explicarmos aquilo que no meu entender precisamos encarar como um vazio ao não introduzirmos nas nossas unidades temáticas como aula para os estudantes o que é na verdade ser PSICÓLOGO.

Porque existe falha dos professores dos primeiros anos dos cursos de psicologia em explicar claramente para os estudantes o que é ser psicólogo. 
E, Falha em promover junto aos estudantes o desenvolvimento de habilidades para a análise crítica dos fenômenos psicológicos. 

É necessário este exercício para que, os estudantes não encarem esta ciência como mero senso comum ou ainda, tenham opinião exacerbadas ou distorcidas sobre a mesma.
Porque a psicologia hoje consagrou-se como ciência e as sociedades cada vez mais esta faminto dela.