domingo, 2 de novembro de 2014

Psicologia & Filosofia ( O que é Ser Psicólogo )


Por: Pedro Capingano 

Psicologia & Filosofia ( O que é Ser Psicólogo )

Apraz-me apresentar aqui um ensaio que considero não acabado e, provavelmente continuaremos a aborda-lo.

Na minha vida de docência, a pergunta de partida que eu faço sempre aos estudantes tem haver do porque escolherem a Psicologia como curso e seguir?

Porque entendo que, a psicologia se insere no campo específico do conhecimento e a coloca em uma condição privilegiada para o diálogo, seja com as demais ciências, com as humanidades ou mesmo com as artes. 

A psicologia ocupa um espaço privilegiado de interseção entre a humanidade e as ciências. Em processos complexos tipicamente humanos, a psicologia apresenta-se em sua singularidade lógica que é a condição de mover-se entre raciocínios. 

A Psicologia, particularmente tem um diálogo com a filosofia. Até porque, ela nasce desta ciência e da ética. Neste sentido, as relações entre psicologia e filosofia seguem os padrões das demais ciências, concentrando-se no exame de questões fronteiriças e controversas. 

Inicialmente o diálogo entre a Psicologia e Filosofia tinham como relação de amor e ódio. 
Na perspectiva dos primeiros psicólogos experimentais, a influência da filosofia era um mal a ser afastado por impedir os avanços conceptuais e operacionais da investigação científica.
 Na perspectiva dos filósofos, os psicólogos estavam à deriva, sem clareza de objecto e método. A generalização é problemática, pois os primeiros passos da psicologia experimental se devem a médicos que eram também filósofos. Por sua vez, filósofos preocuparam-se com alternativas de objecto e método para a psicologia, mas os frutos foram lentos e polêmicos. 

De qualquer modo, o desenvolvimento da psicologia experimental representou para a filosofia uma ameaça de esvaziamento. A psicologia chegava para ocupar o espaço dedicado ao estudo do sujeito cognoscitivo, um campo de descrição e reflexão filosófica por excelência, desde os primórdios do pensamento humano. 
 
Se entendermos que a filosofia é definido como o amor à sabedoria e todas outras valências que o engrandecem. até porque, a sabedoria é conhecimento em oposição à ignorância, ( de acordo com a teologia," o meu povo padece por falta de conhecimento"), a filosofia caracteriza-se pelo estudo do amplo e do universal, do belo e do transcendental, enquanto as ciências concentram-se no particular, ocupando-se de parcelas da realidade. 

A filosofia e as ciências, em conformidade com suas características, estão usualmente empenhadas em encontrar e explicar as causas e modos de expressões do real. 
Mas, a filosofia, em suas análises globais, permite a compreensão gradativa e articulada de temas complexos e controversos. 

E, para complementar o pensamento filosófico, a psicologia ocupou-se das duas faces da questão, procurando explicar tanto a capacidade de conhecer quanto a capacidade de apresentar comportamentos socialmente adequados dos humanos.

Qualquer comportamento humano é social e qualquer acto humano é moral.

Daí, teorizarmos que, as manifestações psicológicas processam-se por três vias:
Via Activa, Afectiva e Cognitiva. Estes estão intrinsecamente ligados aos princípios de vida, como manifestam-se as nossas emoções, hábitos, alegria, tristezas,  sensações, apetites, paixões, inteligência etc. 

Sem entrar em termos conceituais, pretendo ressaltar apenas de forma concisa que, para se estudar Psicologia vai muito além das teorias. É preciso sentir este fenômeno a embrenhar-nos na alma todos os dias, ié preciso saber conjugar a importância da Filosofia, Psicologia e Teologia. 
Porque ser Psicólogo representa fazer acontecer por meio das Palavras, do Olhar, das Expressões, até mesmo do Silêncio. Respeitar os outros como a ti mesmo (Conheça-te a ti  mesmo "Sócrates" ). Proteger a Intimidade das Pessoas. Promover auxílio a quem precisa, olhando de forma ético para saber ouvir sem julgar. Ser agradecido pelo privilégio de poder oferecer conforto e poder ajudar as pessoas a serem felizes. É servir o mundo de forma incondicional. Porque, um dos principais desafios desta profissão é explorar o que o ser humano tem de melhor, liberta-los da angústia, medo, desespero, raiva, patologias, para que possam comandar suas vidas da melhor forma possível. 
Também é, instalar uma mente filosófica, para que possam reconstruir o seu próprio ser.

O ser PSICÓLOGO é uma benção, é poder dar alguém a chave que pode abrir portas para a realização de seus mais sinceros e íntimos sonhos. 

Sugerimo-la a conjugar com a teoria teológica sobre a Fé. Que diz: 
A Fé e uma palavra que significa "confiança", "crença", "credibilidade". A fé é um sentimento de total de crença em algo ou alguém, ainda que não haja nenhum tipo de evidência que comprove a veracidade da proposição em causa.

Ter fé implica uma atitude contrária à dúvida e está intimamente ligada à confiança. Em algumas situações, como problemas emocionais ou físicos, ter fé significa ter esperança que algo vai mudar de forma positiva, para melhor.

De acordo com a etimologia, a palavra fé tem origem no Grego "pistia" que indica a noção de acreditar e no Latim "fides", que remete para uma atitude de fidelidade.

Este texto surge na necessidade, de uma reflexão no sentido de explicarmos aquilo que no meu entender precisamos encarar como um vazio ao não introduzirmos nas nossas unidades temáticas como aula para os estudantes o que é na verdade ser PSICÓLOGO.

Porque existe falha dos professores dos primeiros anos dos cursos de psicologia em explicar claramente para os estudantes o que é ser psicólogo. 
E, Falha em promover junto aos estudantes o desenvolvimento de habilidades para a análise crítica dos fenômenos psicológicos. 

É necessário este exercício para que, os estudantes não encarem esta ciência como mero senso comum ou ainda, tenham opinião exacerbadas ou distorcidas sobre a mesma.
Porque a psicologia hoje consagrou-se como ciência e as sociedades cada vez mais esta faminto dela. 


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