segunda-feira, 7 de abril de 2014




Por: Pedro Capingano
        07/04/2014


A relação entre o excesso do consumo de bebidas alcoólicas, desestruturação familiar e efeito negativo para a enconomia angolana.


 Pesquisas feitas no Minimum Age Limites For Worldwide. International Center for Alcool Policies de Janeiro de 2010 traçou o quadro abaixo (ver quadro abaixo) e, dizia que, a idade legal para consumo de bebidas feitas a base de álcool é a idade mínima legalmente estabelecida para que um individuo possa comprar ou consumir bebidas alcoólicas. Esta idade varia grandemente de país para país, podendo existir em determinados países limites para compra e consumo e, em outros não.

Assim, em África foi demonstrado da seguinte:

País /região
De jure
Notas
Consumo
Compra
Argélia
18
Angola
Sem limite
Botswana
18
Burundi
18
Sem limite se acompanhado pelos pais.
Camarões
18
21
18 dentro de estabelecimentos, 21 fora deles.
Cabo Verde
18
República Centro-Africana
18
Comores
Sem limite
Egito
18 (cerveja),
21 (vinho/bebidas brancas)
Guiné Equatorial
Sem limite
Eritreia
18
Etiópia
18
Gabão
18
Ilegal para muçulmanos
Gâmbia
18
Ilegal para muçulmanos
Gana
18
Guiné-Bissau
Sem limite
Quênia
18
Lesoto
18
Líbia
Ilegal
Malawi
18
Maurícia
18
Marrocos
Sem limite
16
Moçambique
18
Namíbia
18
Níger
18
Nigéria
18
República do Congo
18
Ruanda
18
Seychelles
18
África do Sul
18
Suazilândia
Sem limite
18
Sudão
16
Ilegal para muçulmanos
Togo
Sem limite
Uganda
18
Tunísia
18
Zâmbia
18
Zimbabwe
18














































Por vezes, a idade legal depende do local onde o consumo é efectuado ou se a pessoa está acompanhada por um adulto, entre outras condições.

De acordo com a Voz da América em um dos seus programas interactivos com cidadãos, constatou-se que, em Angola regista-se um aumento de consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Inclusive, de acordo com alguns  cidadãos entrevistados por esta estação de rádio, em Luanda, consumir bebidas alcoólicas todos os dias e em grandes quantidades passou a ser normal.  



Este senário convive com os citadinos luandense de forma Misericórdiamente aceitável.
 
Fazendo alguma incursão por alguns fóruns organizados pelas algumas instituições e, pronunciamento de alguns especialistas extraímos os seguintes extractos:

 ·         15 Fevereiro de 2014

Consumo exagerado de bebidas alcoólicas preocupa autoridades locais no Cunene
Ondjiva - Os participantes do VII Conselho Consultivo Alargado do Ministério do Interior na província do Cunene, que decorreu de 13 a 15 do mês em curso, manifestaram-se neste sábado preocupados com o elevado consumo de bebidas alcoólicas, por parte de jovens e adolescentes na região. O comunicado final saído no conselho indica que o registo de numerosos jovens e adolescentes a consumir bebidas alcoólicas tem como consequência a vida perturbada que muitos levam, obrigando a intervenção da Polícia Nacional para evitar tais práticas.

 

·         Angola: Jovens sensibilizados sobre consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
O professor de psicologia, António Ribeiro, solicitou nesta terça-feira, na cidade do Sumbe, província do Kwanza Sul, um maior envolvimento dos estudantes nas acções de sensibilização contra o consumo excessivo de bebidas alcoólicas por parte da juventude de Angola.
Ribeiro fez este pronunciamento durante uma palestra sobre o tema O consumo excessivo de bebidas alcoólicas e as suas consequências, onde esclareceu que o consumo excessivo de álcool tem efeitos colaterais como perda da razão, perturbações das capacidades sensórias e auditivas, além de estimular os reflexos de forma descontrolada e diminuição da resistência.
 
Além disso, devido ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas, os jovens têm cometido vários delitos como furtos, condução ilegal e vandalismo de bens públicos.

O professor considera ainda que o Governo deve reforçar as acções tendentes a erradicação do consumo excessivo de bebidas alcoólicas, bem como desenvolver programas específicos para ocupação dos tempos livres dos jovens e salientou que actualmente, as mulheres estão a consumir mais em relação aos homens e isto é um mal que está a preocupar a sociedade.

 

·         (10-01-2013) Consumo de bebibas alcoólicas em Angola é preocupante, dizem peritos
Oitenta e cinco porcento dos angolanos precisam de acompanhamento psicológico, por causa do consumo excessivo de bebidas alcoólicas, defende o psicólogo social Carlinhos Zassala. O especialista pensa ser urgente a tomada de uma posição extrema por parte do executivo, para se inverter este estado de coisas.

 
As razões para o alto consumo são várias e vão desde a falta de emprego à pressão social entre outros.

 ·         A situação é tão grave que ninguém deve ficar indiferente ao assunto adverte a jornalista Suzana Mendes.
“É uma questão que deve preocupar todo angolano, o nível de consumo de bebidas alcoólicas em todo país é cada vez maior, disse. A jornalista considera ainda que o baixo custo das bebidas alcoólicas funcionam como um  incentivo ao seu consumo.

Uma cerveja continua a ser mais barata do que um quilo de arroz, disse.O álcool acaba por ser mais barato que o pão que tem que se comprar para toda a família, acrescentou.


·         O psicólogo clínico Etelvino Dias dos Santos usa a teoria da aprendizagem social para explicar a facilidade que têm os seres humanos em aprenderem com o que veem.
Para o psicólogo clínico, os horários e locais inadequados para menores de idade em que são veiculadas as publicidades constituem num incentivo para o consumo de bebidas alcoólicas.

·         Para o professor de Markting e Vendas da Universidade Independente de Angola Arnaldo Tayengo o que acontece no país é uma publicidade mista (promoção e publicidade) composta por informação e  estímulo ao consumo dos produtos (bebidas alcoólicas).


Publicidade, exibindo uma cidade feita de "latas de cerveja "
de uma determinada famosa marca de cerveja
 





Publicidade, exibindo uma cidade feita de “latas de cerveja” de uma determinada marca famosa e, outra mostrando a nova marca de cerveja.








O especialista em Markting e Comunicação entende que a definição de horários para difusão de publicidades nos meios de informação pode ser encarada em duas perspectivas diferentes e controversas: comercial e social. Por um lado está a questão do consumo exagerado e do outro a problemática do emprego.

Para Arnaldo Tayengo é difícil chegar-se a um consenso sobre esta questão, principalmente no contexto africano. Porém, o especialista entende que é um problema vivido por grande parte dos países africanos, cujos governos devem com urgência definir um meio-termo para por cobro a esta situação.


·         O também Pedagógo Osvaldo Politano pensa que a par da proliferação dos postos de venda de bebidas a baixo preço, os efeitos psicológicos provocados pelas publicidades constituem um convite para compra.
Outra questão preocupante prende-se com a ausência de publicidades dos sectores primários fruto da pouca produção interna. Esta situação faz com que o sector de bebidas alcoólicas ganhe espaço no mercado e dite as regras de jogo. Outro sim, segundo o analista, um dos grandes problemas tem a ver com o facto de a maior parte dos grupos empresariais estar mais preocupado com os lucros e não com as consequências.

Por outro lado, o consumo exagerado de bebidas alcoólicas pode baixar produção nacional e comprometer o desenvolvimento do país.

No meu dia-dia e, de acordo com conversas mantidas com determinadas individualidades, eles, afirmam que, é comum verificarem que até mesmo determinados gestores antes e durante as suas jornadas laborais fazerem uso do álcool. Com a vantagem destes, poderem ter sempre que possivel garrafas de wisky ou vinhos carissimos nos seus gabinetes.

 
Além das consequências a nível da saúde humana, o álcool, droga lícita, tem provocado efeitos colaterais nesfastos para distintas famílias, instituições e para toda sociedade em geral.
A situação actualmente é ignorada pelos diversos actores sociais, mas o certo é que os mais afectados alegam ser urgente a tomada de uma posição ao mais alto nível do país.

Segundo consta há pessoas que sem ingerir álcool, não conseguem trabalhar. Alguns alegam indisposição e falta de concentração quando não consomem a droga lícita. Não são poucos os casos em que consumidores de bebidas alcoólicas exageraram e comprometeram a sua competência na instituição em que labutam.

 
O psicólogo clínico Etelvino Dias dos Santos indica entre várias outras consequências a redução do prazer pela actividade laboral, o que põe em causa a produção nacional e o bem-estar social. A desestruturação familiar, o cometimento de crimes hediondos, o aumento da sinistralidade rodoviária e o abuso de menores juntam-se ao grupo de  resultados negativos provenientes da ingestão desregrada das drogas lícitas.



Mostremos abaixo alguns indicadores de empresas produtoras de bebidas alcoólicas comparativamente com outras de produção nacional com mais valia que nem sequer aparece nas estatísticas porque por um lado, faliram ou a procura dos seus produtos não é tão apetecível como as bebidas alcoólicas.

A empresa cervejeira, CERBAB, produziu durante o exercício económico de 2009, entre Novembro a Dezembro, período em que arrancou a fabrica, 140 mil hectolitros da cerveja Cuca, numa produção mensal de 14 mil hectolitros, o que representa uma receita avaliada em 360 milhões de kwanzas.

A empresa detentora da unidade fabril que investiu inicialmente 44 milhões de dólares lançou à semana passada nova marca do produto denominada Tchizo.
René Cardone referiu que os preços praticados pela CERBAB aos grossistas de mil e 50 kwanzas e dos consumidores que vivem nas zonas longínquas de mil e 85 kwanzas, onde a entrega é feita ao domicílio, facto que tem contribuído para a rentabilidade da fabrica.

 
De acordo com pesquisa e, fonte independente, a cerveja Cuca nasceu no ano de 1947, sob a designação CUCA-Companhia União de Cervejas de Angola, SARL, com um capital de 5 mil contos, sendo uma empresa filha da Central de Cervejas portuguesa.

No dia 26 de Maio de 1976, o Governo de Angola confiscou a Cuca e nacionalizou-a, após a tomada de posse da Comissão de Reestruturação do sector cervejeiro.

É fabricada em Luanda e na Catumbela, no município do Lobito, na província de Benguela. A produção em Benguela ascende às 60 mil grades por dia.

De acordo com a mesma fonte, os últimos modelos de equipamentos tecnológicos adquiridos pela fábrica Cuca vão garantir o aumento da produção e maior crescimento nos próximos anos. A aquisição das novas linhas de enchimento assegura uma produção mensal de 210 mil hectolitros, equivalentes a cerca de 150 mil caixas de cerveja por dia.

O director de relações externas, Frederico Izata, informou quinta-feira ao Jornal de Angola que foram investidos 30 milhões de dólares para cada uma das três linhas de enchimento de cerveja em funcionamento na nova fábrica Cobeje - Companhia de Bebidas do Bom Jesus.

 

·         De acordo com o membro do Comité Interministerial de Luta Anti-Droga (CILAD), Kudielela Santana, o mesmo afirma que, o álcool é das drogas mais consumidas no país 25-06-2007 Fonte: JA
"Em Angola, o consumo de bebidas alcoólicas começa muito cedo, a partir dos nove anos de idade e de forma "estrondosa", precisou.

 
O mesmo dizia que, em áreas periféricas como Rangel, Sambizanga e o Cazenga o consumo é mais de álcool do que qualquer outro tipo de droga. "Hoje em dia o álcool é obtido em qualquer esquina. As pessoas não estão interessadas em saber as idades das pessoas que lhes vão comprar o produto e o mal que lhes poderá causar no futuro.

Fim de citações.

 
Das pesquisas feitas por mim, constatei que, enquanto na periferia o uso de bebidas alcoólicas esta confinada ao quimbombo, caporroto ou capuka, em áreas urbanas o consumo de drogas é das mais pesadas Cocaína, liamba, haxixe marijuana etc.).

As consequências do uso de bebidas alcoólicas e o papel da família, escola e sociedade.

Partindo do pressuposto das consequências, importa reflectir sobre quatro questões que as considero pertinentes:

1.    Como é que o Estado/Gogerno considera a questão da ingestão excessiva de bebidas alcoólicasl?           

2.    Qual é a sua influência para o proceso desenvolvimental da economía angolana?

3.    Que relação tem tido para o crescente índice de acidentes rodoviário,  assaltos ou banditismo, violência  nos lares  e desestruturação familiar?

4.    Que papel negativo tem desempenhado para o processo regressivo de assimilação da classe estudantil?
Em qualquer uma das questões formuladas acima, é visivel e constatavel que o uso de bebidas alcoólicas acarreta uma série de prejuízos e comprometimentos para a saúde das pessoas, pois fere a  integridade psicológica e mental do homem.

 
A teoria da aprendizagem sustenta que: o processo de aprendizagem se processa por intermédio da observação e imitação.

Sem querermos entrar em terminolia conceituais, importar frisar que, os efeitos do álcool transcorrem através do Sistema Nervoso Central SNC são extremamente prejudiciais à saúde da pessoa que o ingere, pois incluem:

ü  fala arrastada,

ü  impotência sexual,

ü  perda progressiva da memoria (influenciando a capacidade de assimilação)

ü  falta da coordenação motora,

ü  diminuição da auto-confiança/auto-estima.etc.

 
É comum verificarmos cada vez mais na sociedade angolana um aumento vada vez mais crescente de, estudantes com dificuldades de exprimirem ou apresentarem em salas de aulas os seus trabalhos cientificos (trabalhos de grupo) por inibição ou dificuldade de obordagem correcta do tema, niveis elevados de mulheres com problemas de engravidarem enfertilidade feminina e masculina, problemas de elaculação precoce ou indece elevado de jovens e adultos que recorrerem aos anobolizantes/estimulantes para estimulação sexuais, impotencia sexual precoce e ainda, resposnsaveis de variadas esferas ao dissertarem em publico ou privado sobre uma determida materia recorrem ao discurso escrito previamente elaborados porque existe a dificuldade do improviso. Porque?

Estas e outras questões deverão servir para reflexao de todos.

 

É visivel em quase todas as bombas de abastecimento de combustivel verificarmos as senhores dentre outras, a venderem estimulantes sexuais. Não é de conhecimento de todos? 

Porque o fazem?

 
Do meu ponto de vista o Estado deveria promover uma politica de abstinência  forçada. Ou seja, a semelhança de outras politicas como por exemplo:

Muito recentemente, o estado agravou os impostos sobre a importação de bens, e consumo de luxo e, outros que já é possível adquirir no País. plenamente de Acordo;

 

A Assembleia esta a discutir sobre a Lei Penal (limite de idade penal) igualmente;

 

Porque não, numa fase como esta onde é necessário apelarmos ao engajamento de toda a sociedade legislarmos sobre politicas que desincentivam ou mesmo proíbem ao consumo de bebidas alcoólicas?

 

Angola esta, entre os países do ponto de vista pratico que não estabelece limites de idade para compra ou consumo de bebidas alcoólicas.(ver quadro acima Minimum Age Limites For Worldwide)

 

Meus Senhores sinto que, estamos "encurralados" diante deste fenómeno. É urgente a formulação de politicas concretas e, com aplicação pratica para o desincentivo do consumo de bebidas alcoólicas.

 

ü  Todos nós ouvimos das revés (famosas casas de músicas para os jovens).

ü  Os caldos nas discotecas ou centros culturais são aos Domingos matinais. Como é possível se aos Domingos as famílias reservaram para estar junto do Senhor (Ir a Igreja)

ü  Os motoristas de táxis e outros quando estão ao volante fazerem uso de bebidas alcoólicas. Sob olhar impávido de todos.

ü  Aos olhos de todos, vimos diante dos colégios privados, escolas do 1º e 2º sículo até mesmo Universidades barracas de venda de bebidas alcoólicas. A constituição impõe limites para este tipo de comercio em frente as instituições escolares. Façamos cumprir e ponto final.  

 

Considerando-se que a cidadania se refere à participação do sujeito na sociedade, é evidente que, para o cidadão efectivar a sua participação comunitária, é necessário que ele disponha de saúde física mental e psicológica para o fazer.

 

Hoje, infelizmente é difícil aferir em concreto sobre o índice de absentismo nos locais laboral. O certo é que, antes mesmo do fim da jornada laboral verifica-se muitos cidadãos a saírem dos seus locais de trabalho antecipadamente.

 

A sistematização das campanhas contra o uso de bebidas alcoólicas só terão efeitos práticos quando aliarmos as suas politicas pratica de banimento.

Não é crível que apelemos sobre o efeito nefasto sobre o uso de bebidas alcoólicas quando verificamos ao incentivo de maratonas, a cerveja é mais barato que a garrafa de água mineral nas ruas, (a Cuca em lata é Kz. 50 ao passo que, a água mineral garrafa pequena é Kz. 100)

 

É comum também, denunciarmos acontecimentos que são consequências, pensando que estamos contribuindo para a solução dos problemas, não vamos a fundo, às raízes dos problemas.

 
Isso acontece, porque muitas vezes, falta-nos coragem, audácia e convicção para um estudo sério e demorado. Abdicamos da possibilidade de avaliar, com profundidade e amplitude os acontecimentos que presenciamos, tolhendo assim, nossa possibilidade real de elaborar alternativas capazes de mudar o rumo caótico dos acontecimentos.

Importa finalizar apelando a reflexão das entidades estatais, para uma avaliação da nação que queremos deixar para os nossos filho.

 
Se fizermos, uma avaliação de todas as etapas da nossa prática existencial veremos que estamos todos de passagem e, todos nos devemos fazer para deixar um mundo melhor.

 
Não deveremos ficamos indiferentes diante dos apelos das associações e pessoas preocupadas com este flagelo.




Esta imagem deverá ficar apenas como simbolo da nossa história.
Mais, que sirva para a nossa reflexão.

Diante disso, faz sentido afirmar que a proibição ou restrição até ao máximo do USO DE BEBIDAS ÁLCOOLICAS IMPÕE-SE NA SOCIEDADE ANGOLANA.

É urgente uma legislação sobre esta matéria!

Por outro lado, parte-se do pressuposto de que, a função essencial do Estado entre outras, esta ligado à :

1.   Formação da consciência,


2. Educar cidadãos e,


3. Estabelecer politicas claras do consumo, restrições ou mesmo banir o uso de bebidas álcoolicas no territorio angolano.














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