segunda-feira, 21 de abril de 2014




Segunda-feira, 21 de Abril de 2014

Por: Pedro Capingano

O ADOLESCENTE DE  HOJE Versos O HOMEM DO AMANHÃ
 
É dificil abordar hoje a problemática do adolescente.

Se por um lado temos a consciência de que, os mesmos serão os adultos do amanhã por outro, todas as abordagem relacionadas com a adolescencia encerrarm por si só uma carga negativa bastente acentuada.

É comum houvir dos adultos de hoje, as seguintes afirmações:

² Os jovens estão perdidos;

² A juventude só pença no imediatismo;

² Esta junventude não tem futuro;

² A juventude esta perdida no álcool;

² A juventude (meninas) estão a prostituir-se;

² No nosso (adultos) tempo era melhor;

² Os jovens hoje não respeitam os mais velhos.

Enfim estas e outras afirmações tem sido feitas pelos adultos de hoje. Esquecemo-nos de que, os valores que os jovens estão a “consumir” adquirir no contexto actual são transmitidos pelos adultos. Se assim não é, então os adultos de hoje estão a eximir-se das suas responsabilidades.

Partimos do pressuposto de que, o desenvolvimento humano ocorre por intermedio de dois grandes pilares que são:

-       A hereditariedade (Aspectos hereditários) e

-       Meio ambiente.

Estas duas variaveis estão presentes no desenvolvimento do individuo. Logo, permitam-me formular as seguintes perguntas:

-       Quem permite ou tolerá o uso de roupas indecentes nos jovens?

-       Quem permite ou aceita o uso de bebidas álcoolicas nos jovens inclusive em festas familiares?

-       Em festas de familia, quem permite ou aceita as danças indecentes (tarrachinhas e outras) nos jovens?

-       Quem dos tios/tias ou seja, parentes ao encontrar a sua sobrinha a beijar-se nas festas de familia ou de fronte ao portão de sua parente consegue intervir ou questionar este acto?

-       Que preocupações os tios/tias tem demonstrados com as suas sobrinhas/sobrinhos ou mesmos netas/netos relativamente aos seus modos de vida?

-       Não tem sido comum os pais alegarem falta de tempo para conversarem com os seus filhos ou mesmo, para acompanharem-nos nas reuniões de notas nas escolas?

-       Não é comum hoje pençar-se que, a escola deverá ser o único vetor de transmissão de valores aos jovens?

No contexto actual em que determinadas características apresentadas pelos jovens são identificadas tanto pelas políticas neo-liberal feitas pelos adultos, seja numa visão de mundo globalizado, o adolescente que actua nesse contexto, recebe influências deste meio ambiente e sua participação na sociedade são reflexos de todas estas conjunturas.

 O contexto actual apresenta para os adolescentes os diferentes segmentos da sociedade, de forma harmoniosa ou não.

Entre os segmentos da sociedade encontramos a educação que tem por finalidade a formação do adolescente do ponto de vista academico/social, a familia que ocupa-se de transmitir os valores instituidos na sociedade, as atitudes e a cidadania. Ora,  se esse contexto é “povoado” por Instituições e indivíduos que, nas suas redes de relações sociais não são exemplos a seguir o que será destes adolescentes?

É comum ouvir-se dizer que, a sociedade esta doente. Porque?

A educação assume um compromisso maior na formação do indivíduo, torna-se importante perceber, identificar e estabelecer acções e estratégias para consolidar esta formação no momento actual. Queremos não só conhecer os actores do processo educacional, mas perceber e reflectir sobre seus conhecimentos e sentimentos como forma de lhes oferecer melhores condições para seu desenvolvimento e exercício efectivo desta profissão de cidadania.

De igual forma, devemos cada vez mais investir nas familias pós, são elas em primeira instância que são os garantes de uma sociedade sá.

Ao debruçar-se sobre esta temática, as minhas inquietações vão sobretudo na formação de valores:

Como estão a presença dos valores na sociedade angolana, suas causas e consequências, suas potencialidades, em relação ao adolescente e, ao indivíduo adulto, mais especificamente aos que se dirigem aos adolescentes.

Assim, nos questionamos quais seriam os valores que os adolescentes, nos dias actuais, estabelecem na sociedade.  Quais os valores privilegiados pelos adolescentes, que a partir de experiências cotidianas e idéias construídas e apreendidas no seu dia-dia, fundamentariam suas formas de acção?

Para tentar responder estas minhas inquetações precurei fundamenta-la em extractos de algumas teorias.

Na teoria conhecida como Psicologia Genética do psicólogo suíço Jean Piaget, o mesmo dizia que,  em um primeiro momento a relação da criança com o adulto se estabelece na relação baseada na autoridade, em um segundo momento se estabelece na relação entre companheiros num sistema de reciprocidade.

Já Albert Bandura, relativamente a aprendizagem observacional,
destaca a aprendizagem observacional como um processo central de desenvolvimento, ela resulta simplesmente da observação do comportamento do outro. E, destrinça-os por fases:

Primeira fase:

² Aquisição - o aprendiz (adolescente) observa o modelo (do adulto) e reconhece as características distintivas da sua conduta;

Segunda fase:

² Retenção - as respostas do modelo ( que o adulto transmite) são activamente armazenada na memória (do adolescente);

Terceira fase:

² Desempenho - se o aprendiz (adolescente) aceita o comportamento do modelo (do adulto) como apropriado é possível de levar as consequências por ele valorizado, o aprendiz (adolescente) o reproduz;

Quarta fase:

² Consequência - a conduta do aprendiz (adolescente) resulta em consequência que virão fortalece-las ou enfraquece-las.

Como pudemos observar  através destes conceitos, os valores que os adultos hoje estão a transmitir e que, os adolescentes estão a assimilar por intermédio da teoria que estabelece que, o ser humano apreende pela observação e imitação estarão associados as consequências negativas que estão a resultar no comportamento do adolescente de hoje e que terá repercurssão no adulto do amanhã.

Mas afinal, a que perda de valores a sociedade tem estado a reclamar?

No nosso dia-dia, estamos constantemente envolvidos em situações que nos causam sentimentos fortes de medo, orgulho, ambição, vaidade, covardia, dignidade, piedade, indignação injustiças, horror a violência, aflição ou angústia, e outros sentimentos causados por situações que se manifestam cotidianamente. A nossa consciência moral esta exposto constantemente a prova.

 

 Fonte: Google. 17ª Edição do Festival Juventude e Estudantes, que decorreu na África do Sul, mais do que uma concentração de jovens foi sem dúvida uma autêntica festa.
 
Volta e meia deparamo-nos com o stresse do transito, vivenciamos relatos de violência familiar, tentativas de suborno em troca de notas escolares, “guerras” desenfreadas entre colegas no local de trabalho, vizinhos ou amigos que do dia para noite as suas condições financeiras subiram vertiginosamente, enfim uma series de situações que acabam por influenciar negativamente o adolescente no seu julgamento do padrão de sociedade a seguir.

Os valores estão referendados pelo senso moral e pela consciência moral que tem haver com justiça, solidariedade, generosidade, integridade, honestidade e outros; como sentimentos de vergonha, culpa, admiração, amor, que interferem em nossas decisões nos levando  a acções que atingirão a nós mesmos e aos outros.

Quem é o jovem de hoje?

A palavra adolescência vem do latim:  ad - a  para a + olescere – forma incoactiva de olere- crescer, significando processo de crescimento.

No entanto adolescência é uma etapa intermediária do desenvolvimento humano, entre a infância e a fase adulta. Este período é marcado por diversas transformações corporais, hormonais e até mesmo comportamentais. Não se pode definir com exatidão o início e fim da adolescência (ela varia de pessoa para pessoa), porém, na maioria dos indivíduos, ela ocorre entre os 10 e 20 anos de idade (período definido pela OMS – Organização Mundial da Saúde).

No contexto actual, o jovem não é somente um representante de uma fase do desenvolvimento humano, uma condição biológica ou psíquica. Ele é mais que isso, é uma definição cultural, é um produto do adulto, portanto dos valores preestabelecidos pelos adultos.

O adolescente é quem mais sofre com a falta de uma cultura do conhecimento na formação de valores.

Pode-se dizer até que, o adolescente vive duas crises ao mesmo tempo, a sua própria e a do processo civilizacional.                                                                                             

Porque o mundo adulto não esta a desempenhar correctamente o seu papel na educação do adolescente?

A sociedade adulta hoje esta mais preocupada em rotular os adolescente do que ajuda-los a ultrapassar determinados conflitos.

Nesta reflexão destacamos dois factores que, notoriamente, justificam a ausência deste referencial nos jovens: Primeiro, atravessamos um momento de grande crise social ou seja, crise de valores e, Segundo, a adolescência surge como categoria social forte e com o padrão de juventude que quer transformar a sociedade.

Todos querem ser jovens, desde crianças até os velhos, todos buscam a juventude como estado ideal. Com isso,  apelamos para que, os adultos assumam o seu papel na transmissão de valores positivos nos adolescente.

           

Nenhum comentário:

Postar um comentário