A reforma das universidades é um dos temas actuais mais que ninguém o quer abordar.
No sentido de contribuir com o debate, a presente reflexão mais do que ensinamento, visa provocar o debate que se impõe a volta desta temática.
A partir de uma observação impirica ou se quisermos documental, inicialmente, concluímos, considerando a necessidade de “reforma” no modelo universitário vigente.
A reforma universitária vigente não pode ser apenas e, principalmente, em decorrência do modelo sócio-político-econômico. Partindo de principio de que as universidades visam apenas lucos. No meu modesto entender cada vez mais a fronteira entre universidades privadas e estatais tem sido muito tenua. Partimos do principio de que, a sobrevivência das universidades privadas devem ser asseguradas pela qualidade do produto que oferecem ao publico para daí, atraírem maior numero possível de potenciais estudantes e, concomitantemente através de cobranças de propinas assegurarem a rentabilidade financeira, ja as estatais além claro de servir como força motora, deveria também exercer o papel regulador.
Através de uma pesquisa, tomamos conhecimento de uma infindável lista de Universidades ou Institutos Superiores espalhados um pouco por esta Angola:
- Escola Superior Agrária do Kwanza-Sul
- Instituto Superior de Ciências Sociais e Relações Internacionais (CIS) privado, Luanda
- Instituto Superior Dom Bosco privado, Luanda
- Instituto Superior Técnico de Angola(ISTA), Luanda
- Instituto Superior João Paulo II privado, Luanda
- Instituto Superior Politécnico do Cazenga público, Luanda
- Instituto Superior Politécnico de Benguela privado, Benguela
- Instituto Superior Politécnico do Huambo público, Huambo
- Instituto Superior Politécnico Internacional de Angola privado, Luanda
- Instituto Superior Politécnico Sol Nascente privado, Huambo.
- Instituto de Relações Internacionais público, Luanda
- Instituto Técnico de Angola
- Universidade 11 de Novembro pública, Huambo
- Universidade Agostinho Neto pública, Luanda
- Universidade Católica de Angola privada, Luanda
- Universidade de Belas privada, Luanda
- Universidade Gregório Semedo privada, Luanda
- Universidade Independente de Angola privada, Luanda
- Universidade Jean Piaget de Angola privada (portuguesa), Luanda e Benguela
- Universidade José Eduardo dos Santos pública, Huambo
- Universidade Katyavala Bwila pública, Benguela e Sumbe
- Universidade Kimpa Vita pública, Uíge
- Universidade Lueji A'Nkonde pública, Malanje
- Universidade Mandume ya Ndemufayo pública, Lubango
- Universidade Lusíada de Angola privada (portuguesa), Luanda
- Universidade Metodista de Angola privada, Luanda
- Universidade Metropolitana privada, Luanda
- Universidade Nova de Angola privada, Luanda
- Universidade Óscar Ribas privada, Luanda
- Universidade Privada de Angola (antigo Instituto Superior Privado de Angola) Luanda, Lubango
- Universidade Técnica de Angola privada, Luanda
A pergunta que muito de nós fizemos são as seguintes:
Quem regula os conteúdos programáticos destes centros do saber?
Estarão assegurados a uniformidades dos referidos conteúdos programáticos?
Todas elas se revem na nova reforma educativa ou simplesmente foi uma imposição do Ministério da Educação?
Quais são os cristeiros para a cobrança de propinas tanto nas privadas como nas publicas.
São atribuídos categorias a semelhança de redes hoteleiras e em função disto estabelecer as propinas a cobrar.
Exemplo:
Universidade X é de cinco estrela. Poderá cobrar X de propina,
Universidade Y é de quatro estrela. Deverá cobrar X de propina;
Qual é o perfil hoje dos estudantes que ingressam nas universidades?
qual é o perfil de professor que lecciona nas universidades?
Estão asseguradas a valorização da carreira docente?
Que cursos são leccionados nas universidades em função da demanda procura/oferta no mercado de trabalho?
Qual é o papel do estado em tudo isto?
O paradigma expansão de universidades, assegura a qualidade de ensino dos estudantes formados nestas mesmas universidades?
Qual é a relação que existe entre pagamento de bons salários nas empresas, com a procura de candidatos a ingressar nas universidades?
O famoso lema de que, estamos nas universidades a procura apenas do canudo para garantir os melhores posto de trabalho tem alguma verdade?
Será que as universidades estão a talhar uma massa critica e, um elemento que busca o saber ou, um yes men?
Estas e outras perguntas vem a proposito desta reflexão. É um ponto de partida proposto aqui para a reflexão.
Entretanto, entendo que são necessárias mudanças no modelo universitário. Não quero aqui argurar-me em dar licções. lanço este texto para reflexão.
Nota:
A reflexão continuará em próximos textos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário