terça-feira, 11 de fevereiro de 2014


Terça-feira, 11 de Fevereiro de 2014

Reflexão sobre alguns pilares para a harmonização do Sistema Educativo

Por: Pedro Capingano
 

Antes de reflectir mais concretamente no tema proposto por mim, vale lembrar os oito (08) objectivos do milénio:

 
1 - Erradicar a Extrema Pobreza e a Fome;

2 - Atingir o ensino primário Universal;

odm 2De acordo com dados da UNESCO, nos países em desenvolvimento registou-se grandes progressos no número de crianças a frequentar o ensino primário. A taxa de matrículas aumentou de 83 por cento, em 1999, para 87 por cento, em 2005, o que significa que, neste momento, 570 milhões de crianças estão a frequentar a escola em todo o mundo. No entanto, as mulheres continuam a estar em minoria. Em todo o mundo, 57 por cento das raparigas não vão à escola.

 A África Subsariana é a região onde as taxas de matrículas são mais baixas, cerca de 71 por cento, o que se traduz em cerca de 38 milhões de crianças sem acesso à educação.

Segundo estes números prevê-se que, se não existir uma resolução da situação, 58 dos 86 países que não têm acesso ao ensino primário não conseguiram atingir os Objectivos da ONU até 2015.

 

3 - Igualdade de género e poder às mulheres;

4 - Reduzir a mortalidade infantil;

5 - Melhorar a saúde materna;

6 - Combater a SIDA, a Malária e outras doenças;

7 - Assegurar a sustentabilidade ambiental e

8 - Uma parceria global para o desenvolvimento

Relativamente a reflexão a que me propôs, faremos apenas uma breve incursão ao 2º objectivo (Atingir o ensino primário Universal) ou seja, quando falamos de um ensino Universal, podemos enquadrar também todos os ciclos pelos quais passa o processo de ensino e aprendizado.

 
O processo de ensino e aprendizado contribuem para que, o seu produto final seja fornecer mão-de-obra de qualidade no mercado.

 Se o sistema de educação é de qualidade consiga fazer com que outros países enviem para o nosso estudantes para ingressarem nas nossas Universidades. E, ajuda também a poupar recursos financeiros para o País. Evitando com que os nossos concidadãos procurem o mercado exterior para enviarem os seus filhos para estudar nas referidas Universidades.

 
É curial também, reflectir sobre os preços praticados. É mais do que evidente que, em muitas Universidades os preços praticados não reflectem a qualidade oferecido por estas.

 Também devemos inverter o paradigma e fazer com que as pessoas que procuram ingressar nas Universidades não vem-la na perspectiva de estudar para aumentar o salário, subida de carreira, melhor reforma, acesso no emprego, status, ou mesmo simplesmente para satisfazer vontades familiares e outros.

 
Devemos traçar políticas de formas a atrair docentes com um nível de competência aceitável porque por um lado, é preciso valorizar estes profissionais. De acordo com os pressupostos da UNESCO, é fundamental que o número de professores seja suficiente nos níveis pré-primário, primário e do ensino médio para que todas as crianças possam ir à escola, em turmas que não sejam muito grandes e as impeçam de aprender.

 

De acordo com a mesma fonte, estudos relevantes têm encontrado provas claras de que turmas grandes são prejudiciais aos alunos, e um sistema de ensino que geralmente entrega 40, 50, 60 ou até 100 alunos a um professor não garante que esses alunos/estudantes estejam verdadeiramente a aprender até ao máximo das suas capacidades.

 

A directora geral da UNESCO, Irina Bokova, escreve no prefácio do relatório que, em muitas paragens deste universo, encontram-se geralmente turmas muito grandes em zonas marginalizadas como bairros degradados ou áreas urbanas pobres, ou ainda em zonas rurais onde há dificuldade em recrutar professores. Isto pode perpetuar as desvantagens para os que vivem em pobreza.

 
O acesso não é a única crise – a má qualidade está a atrasar a aprendizagem daqueles que conseguem ir à escola”,

 
Cerca de 250 milhões de crianças em todo o mundo não aprendem o básico, segundo o documento, que lembra que em 2011 havia 57 milhões de crianças fora da escola, metade das quais em países afectados por conflitos.

 
Para ser alcançada uma melhoria, é necessário professores competentes”, argumenta o relatório, chamando os governos “a formar e a colocar os melhores disponíveis para aqueles que mais precisam”.

 
Os professores devem receber formação inicial que combine “o conhecimento dos assuntos a serem ensinados com o conhecimento dos métodos de ensino”.

 O relatório recomenda ainda que os professores sejam colocados “em áreas onde a ajuda é mais necessária, criando incentivos para que se comprometa a educação a longo prazo, como “um salário que corresponda, pelo menos, às suas necessidades básicas, boas condições de trabalho e uma oportunidade de carreira”.


Fazendo uma reflexão a volta deste relatório apraz-nos sugerir que se comece com o processo de harmonização dos conteúdos programáticos entre várias Universidades. Porque, o que se verifica é, as Universidades em muitos casos a leccionarem os mesmos cursos mais com conteúdos programáticos diferentes.

Ou seja, o estudante esta a licenciar-se em Psicologia numa dada Universidade onde esta tem X disciplinas ao passo que na outra Universidades tem apenas um número reduzido ou a mais de disciplinas. E, o grave ainda, é verificar para a mesma licenciatura matérias totalmente diferente.

 
Recomenda-se também a conciliação entre a construção de instituições de ensino superior com o e investimento a nível de corpo docente. Ou seja, estas duas variaveis devem funcionar em sintonia, aumentar em quantidade e qualidade o corpo docente existente no mercado para que ela atenda o investimento a nível de abertura de mais universidades. Partindo deste pressuposto poderemos acautelar ou banir a problemática da famosa gasosa, e outros males que advem destas lacunas.

 
Devemos trabalhar seriamente no psicopedagógico dos nossos jovens de formas a fazer com que os mesmos encarem as Universidades como o centro do saber, a oficina científica que transmite e fornece a nata da sociedade para atender os diferentes processos complexos.




 

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