Terça-feira, 11 de Fevereiro de 2014
Reflexão sobre alguns pilares para a harmonização
do Sistema Educativo
Por: Pedro Capingano
Antes de
reflectir mais concretamente no tema proposto por mim, vale lembrar os oito
(08) objectivos do milénio:
1 - Erradicar a Extrema Pobreza e a Fome;
2 - Atingir o
ensino primário Universal;
A África Subsariana é a região onde as taxas
de matrículas são mais baixas, cerca de 71 por cento, o que se traduz em cerca
de 38 milhões de crianças sem acesso à educação.
Segundo
estes números prevê-se que, se não existir uma resolução da situação, 58 dos 86
países que não têm acesso ao ensino primário não conseguiram atingir os
Objectivos da ONU até 2015.
3 - Igualdade de género e poder às mulheres;
4 - Reduzir a mortalidade infantil;
5 - Melhorar a saúde materna;
6 - Combater a SIDA, a Malária e outras doenças;
7 - Assegurar a sustentabilidade ambiental e
8 - Uma parceria global para o desenvolvimento
Relativamente
a reflexão a que me propôs, faremos apenas uma breve incursão ao 2º objectivo (Atingir o ensino primário Universal) ou
seja, quando falamos de um ensino Universal, podemos enquadrar também todos os
ciclos pelos quais passa o processo de ensino e aprendizado.
O processo
de ensino e aprendizado contribuem para que, o seu produto final seja fornecer mão-de-obra
de qualidade no mercado.
De acordo
com a mesma fonte, estudos relevantes têm encontrado provas claras de que turmas
grandes são prejudiciais aos alunos, e um sistema de ensino que geralmente
entrega 40, 50, 60 ou até 100 alunos a um professor não garante que esses alunos/estudantes
estejam verdadeiramente a aprender até ao máximo das suas capacidades.
A directora geral da UNESCO,
Irina Bokova, escreve no prefácio do relatório que, em muitas paragens deste
universo, encontram-se geralmente turmas muito grandes em zonas marginalizadas como
bairros degradados ou áreas urbanas pobres, ou ainda em zonas rurais onde há
dificuldade em recrutar professores. Isto pode perpetuar as desvantagens para
os que vivem em pobreza.
Cerca
de 250 milhões de crianças em todo o mundo não aprendem o básico, segundo o
documento, que lembra que em 2011 havia 57 milhões de crianças fora da escola,
metade das quais em países afectados por conflitos.
Para
ser alcançada uma melhoria, é necessário “professores
competentes”, argumenta o relatório,
chamando os governos “a formar e a colocar os melhores disponíveis para aqueles
que mais precisam”.
Os
professores devem receber formação inicial que combine “o conhecimento dos
assuntos a serem ensinados com o conhecimento dos métodos de ensino”.
Fazendo uma
reflexão a volta deste relatório apraz-nos sugerir que se comece com o processo
de harmonização dos conteúdos programáticos entre várias Universidades. Porque,
o que se verifica é, as Universidades em muitos casos a leccionarem os mesmos
cursos mais com conteúdos programáticos diferentes.
Ou seja, o
estudante esta a licenciar-se em Psicologia numa dada Universidade onde esta
tem X disciplinas ao passo que na outra Universidades tem apenas um número
reduzido ou a mais de disciplinas. E, o grave ainda, é verificar para a mesma
licenciatura matérias totalmente diferente.
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